Magnolia

Magnolia

Título: Magnólia
Título original: Magnolia
Autor: Paul Thomas Anderson
Editora: Ghoulardi Film Company (1999)

Comentário:
Obra-prima absoluta de um dos realizadores mais interessantes do actual panorama cinematográfico.
Depois do sucesso de “Sydney” (1996) e “Boogie Nights” (1997), filmes onde já contracenam muitos dos actores de “Magnolia”, Paul Thomas Anderson passa por uma fase de particular desassossego mental, mas que não o impede de arrancar para a realização de um filme ambicioso, pleno de referências bíblicas e simbologias maçónicas, e profuso em acasos e coincidências surreais («There are stories of coincidence and chance, of intersections and strange things told; and we generally say, “Well, if that was in a movie, I wouldn’t believe it”» – alerta o narrador logo no início do filme, preparando-nos para o que vem a seguir).
O argumento, da autoria do próprio P.T. Anderson – construído a partir de personagens criadas pela cantora Aimee Mann para o seu álbum Bachelor No.2, em que trabalhava na altura –, assenta numa intrincada sucessão de eventos e estranhos fenómenos, ocorridos ao longo de 24 horas na vida de uma dezena de pessoas, todos eles inter-relacionados de uma forma meticulosa e surpreendente. (Para se ter uma noção do grau de complexidade do script e da abundância de símbolos que surgem no filme, ver texto no IMDB).
Comum a todas as personagens, é o estado de desespero em que se encontram. À beira do abismo, onde o sentido da vida e o da morte deixam de ter significado, como acontece a muitos de nós de quando em vez, cada uma delas procura angustiadamente uma solução para a sua existência, de forma mais ou menos dramática, parecendo ignorar que, ao virar de uma esquina, uma qualquer esquina, quando menos se espera, toda a nossa vida pode mudar.
Há coisas assim, e, no meu caso pessoal, posso assegurar-vos que, por coincidência, acaso ou consequência, depois de ter visto este filme a minha vida nunca mais foi a mesma.
De igual “envolvência”, é o documentário “That Moment: Magnolia Diary” que a edição em DVD apresenta como extra. Realizado por Mark Rance, o filme, de 73 min., é uma espécie de making off de “Magnolia” (muito mais do que isso, diga-se) que cobre grande parte do processo de filmagens, acompanhando de muito perto toda a pressão e o estado de espírito atribulado evidenciados por P.T. Anderson durante esse período.
Uma nota final para a excelente banda sonora de “Magnolia”, da responsabilidade de Jon Brion, que inclui nove temas inesquecíveis de Aimee Mann.

Género:
Drama Psicológico, Drama Urbano

Destinatários:
Uma obra como esta, que divide tão drasticamente as opiniões, não é para qualquer um.
Se acha que uma chuva violenta e massiva de sapos não faz sentido nem tem cabimento em parte alguma, então “Magnolia” não é para si.

Citação:
“Nós podemos cortar com o passado, mas o passado nunca corta connosco.” (Em várias sequências do filme.)

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2 comentários»

  j. wrote @

“And if thou refuse to let them go, behold, I will smite all thy borders with frogs.”


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