Oracular Spectacular

MGMT-Cover

Título: Oracular Spectacular
Autor: MGMT
Editora: Columbia Records (2008)

Comentário:
Os MGMT (simplesmente, a abreviatura de Management ou, de maneira mais complexa, O6-methylguanine-DNA methyltransferase, o gene responsável pelo desenvolvimento do cancro) são dois putos atrevidos, e geniais, de Brooklyn, New York, que falam da cena pop-rock e, por extensão, de toda a youth culture, como muito poucos ousaram falar até hoje.
À maneira deles, e de Beck, e de Prince, fazem uma mapeação, tão excitante quanto divertida, dos estereótipos do rock-star lifestyle (“This is our decision to live fast and die young” anunciam, em Time to Pretend). Representantes de uma geração à solta, por sua conta e risco, nihilista nos seus valores e hedonista nas suas aplicações, encontram na evasão por entre as estrelas, na companhia de Lucy e dos seus diamantes, a via para a sua realização (“The apocalypse is in the zeitgeist… but it doesn’t have to be about death and destruction; it could be the shattering of a mass hallucination…where the human race realizes its true potential!”, proclama o vocalista, em entrevista à Spin.com). Na essência, distinguem-se da atitude punk pelo culto do stardom que professam e que encontra maior equivalência na postura glam-rock dos anos 70 (David Bowie, Marc Bolan, Roxy Music) e posteriores sucedâneos de primeira linha (Suede, Primal Scream, Spacehog).
O disco arranca com 5 temas absolutamente arrasadores – instant hits com laivos de clássicos, psychedelic pop de primeira apanha. Tivessem Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden conseguido realizar uma segunda metade do álbum ao nível de “Time to Pretend”, “Weekend Wars”, “The Youth”, “Electric Feel” e “Kids”, e estaríamos aqui a falar, garanto-vos, do melhor disco pop dos últimos 20 anos!
O génio não emana só dos rapazes – há que dividir o crédito da façanha pelo produtor Dave Fridmann. Fridmann… Dave Fridmann – onde é que eu já vi este nome?… Ah! Pois! Flaming Lips, Mercury Rev, Sparklehorse, Mogwai,… O som engendrado por este senhor é digno de ser patenteado, a modos como a fórmula da Coca-cola, tal a sua originalidade e mistério envolvidos. Baterias distorcidas, compressões inusitadas, efeitos insólitos de teclados, guitarras acústicas sintetizadas, tudo envolvido em múltiplas e indecifráveis layers de som como se de uma sinfonia de garagem se tratasse.

Género:
Electro-Glam, Disco-Rock Psicadélico

Destinatários:
Todos aqueles que ainda vêem nos Rolling Stones a referência maior na definição da matriz sonora do pop-rock de todas as épocas – mas que evoluiram para além do tempo em que dançavam o “Angie” agarrados àquele que é o actual consorte. Também para os mais retardados que descobriram nos Primal Sream e nos efeitos do E essa mesma referência. Finalmente, para os visionários que vislumbraram nos Flaming Lips os mais dignos legatários dessa herança, desde que consigam colocar os pés na terra e pô-los a mexer ao ritmo do baixo e da bateria.

Citação:
“Let’s make some music, make some money, find some models for wives / I’ll move to Paris, shoot some heroin and fuck with the stars”, in Time to Pretend, faixa de abertura do disco.


NOTA EXTRA:
Os MGMT estarão em Portugal no dia 18/12/2010, para apresentar o seu segundo álbum, “Congratulations”, um trabalho que recomendo igualmente.
O concerto terá lugar no Campo Pequeno, em Lisboa, e, se puder, não perca.

[ + Info sobre o concerto ]





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4 comentários»

  Miguel Carvalho wrote @

Parabéns pelo Excelente Blog, está simples, minimalista e de excelente rigor.
Bem que pode agradecer ao Sr. José Carlos Soares pelo pequeno/grande “emporrão”.
Parabéns, continue o excelente trabalho, está fabuloso!

  Tiago Coen wrote @

Caro Miguel Carvalho,
Muito obrigado, pelas palavras de incentivo!
O José Carlos é um grande amigo, mas também um colaborador incansável.
Está a cargo dele grande parte da divulgação do meu trabalho.
Sinta este espaço como seu também e participe com os comentários ou apontamentos que desejar fazer.
Um abraço!
TC
; )

  Pitchy wrote @

Hello!

Adorei o comentario ao disco dos MGMT.

Aguardo por ver mais comentário e criticas musicais.

Abraço!

Pitchy

  Tiago Coen wrote @

Muito obrigado!
Mais haverá, até às 100!
😉
Abraço!


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