Arquivo de Política

Austeridade

Austeridade

Máscaras e Vernizes

Máscaras e Vernizes

FEIRA DAS VERDADES #001

Marcelo Rebelo de Sousa

[A propósito do último congresso do PSD, realizado em Fevereiro]

MARCELO REBELO DE SOUSA: 

o único astro que brilha, não só na sua galáxia de origem mas no total do cosmos político. O resto é quase tudo poeira interestelar (leia-se arraia-miúda).

Tristemente para as órbitas do Norte, o mais negro do apagado firmamento social-democrata continua a ser riscado pelos satélites do costume: os parolitos Luis Filipe Menezes, Aguiar-Branco e Marco António.

[Quanto ao aerólito Relvas, sem órbita regular, não passa de mais um calhau à deriva no espaço.]

Não, No, Non, Nein

No

Há um sem-número de motivos para anuirmos a algo ou dizermos sim a alguém (por simpatia, por moda, por compromisso, por contrato, por submissão, por aspiração de pertença, por medo…), quase todos eles definindo apenas o nosso ser social.
Já quando dizemos não, é o nosso ser individual, o nosso verdadeiro carácter, que se afirma e manifesta.

LIBERDADETICA

Etica-Liberdade

O sentido da ética e o da liberdade fazem parte da essência humana — não se ganham nem se perdem.
Já a moral e o livre-arbítrio dependem da sociedade em que se está inserido, e deverão observar sempre àqueles primeiro.

[Não falta quem confunda tudo, nem quem inverta os factores!…]

New Chance to Change?

Na sequência da reeleição de Barack Obama para presidente dos E.U.A., vou lendo e ouvindo, por todo o lado, que “se o Obama não tivesse ganhado, deixava de acreditar nas pessoas e neste mundo, de vez”.
Entendo o sentimento geral, mas não pode deixar de levar-me a pensar que isso revela, antes de mais e de forma alarmante, que está tudo preso por pontas!…
Se assim for, como parece evidente sê-lo, porque tarda tanto o início da operação de mudança, de cada um de nós?
É que 4 anos já se foram!…

Um Pouco Cedo…

Desde há já algum tempo que as duas únicas pessoas que leio e ouço de forma incondicional no nosso país — pela inteligência, pela argúcia, pela ironia, pela simplicidade, pela coragem, pela simpatia — são o Ricardo Araújo Pereira e o Manuel António Pina.
Este último deixou-nos hoje.
São dele os últimos livros que eu li aos meus filhos e é dele a última crónica que eu li num jornal.
Poder-se-ia dizer que ficamos mais pobres. Neste caso, não. A herança que o Manuel António Pina nos deixou hoje é incomensurável. Sejamos dignos dela, mais que não seja para que não passe a ser ele, em definitivo, o último.