As “Gajas” Dominam A Net!

Numa das minhas recentes deambulações pela web, deparei com um site muito interessante de um designer inglês de nome David McCandless, cuja especialidade é visualizar informação, criando gráficos a partir de dados estatísticos fornecidos por entidades oficiais.
Os gráficos, todos esteticamente muito atraentes, abordam temas tão diversos como o grau de segurança comparado da vacina para o HPV, as propriedades cruzadas das diferentes drogas do mercado, ou o número de tropas por país presentes no Afeganistão. Mas aquele que me chamou de imediato a atenção foi um, intitulado “Chicks Rule”, que representa a frequência de visitas, distribuída por sexo, em cada um dos sites das redes sociais mais populares da Web 2.0.

Eu confesso que pasmei ao olhar para o quadro! Tinha a percepção, sim, de que havia algumas redes que eram frequentadas maioritariamente por mulheres – não imaginei é que fossem tantas e com uma presença tão avassaladora.
Sabido que estes sites são praticamente todos criados por homens, será que na sua génese estará a intenção maquiavélica de ocupar as mulheres com este género de virtualidade, mantendo-as em casa, enquanto os homens andam tranquilamente na rua a gozar a realidade?
Sem me querer alargar em demasia na análise destes dados, tenho, todavia, a ideia de que, apesar de serem mais as mulheres a frequentar estes sites, os principais assuntos aí abordados serem ainda maioritariamente masculinos ou relacionados com homens. Também me parece evidente que nesses novos matriarcados as principais personalidades e opinion makers aí seguidos – aqueles que têm mais comentários ou cujos perfis têm mais pessoas adicionadas – são, na sua esmagadora maioria, do sexo masculino. Pelo que… não sei se as chicks dominam tanto quanto isso!
Girls, venham daí esses comentários!
Seria interessante tentar perceber-se duas coisas, em particular:
1) A que se poderá dever esta maior presença feminina nas redes sociais?
2) Essa hegemonia feminina tem uma equivalência no domínio dos assuntos dessas mesmas redes?
(o desafio é extensivo a todos os sexos, como é óbvio!)



NOTA: Para quem desconhece, o Digg é uma rede norte-americana de posts de links com novidades, na sua maioria relacionadas com gadgets, vídeos e assuntos mais trendy do universo jovem masculino.
O Bebo, popular nos países de expressão inglesa, não difere muito das outras networks sociais, ainda que tenha um especial acento na prática da revelação dos aspectos mais frívolos da vida de cada um.

[ver quadro com maior resolução]

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6 comentários»

  Maria wrote @

1) A que se poderá dever esta maior presença feminina nas redes sociais?
Á nossa cusquice !:)

2) Essa hegemonia feminina tem uma equivalência no domínio dos assuntos dessas mesmas redes?
Hummm…porque não?
Este é um desafio para David McCandless! 🙂

As mulheres aos poucos vão líderando a nossa sociedade! E os homens estão cada vez mais parecidos com as mulheres! 😉

  Tiago Coen wrote @

Cara Maria,
Já reparou que, se juntarmos o seu ponto 1) com o 2), o que que daí resulta é muito pouco abonatório para a condição feminina?!…
Que as mulheres estejam, aos poucos, a ocupar espaços decisivos na nossa sociedade é algo que se celebra com agrado. Agora os homens estarem cada vez mais parecidas com as mulheres… já não sei se é motivo para celebração!…
😉

  Denúncia Coimbrã wrote @

Ja é certo e sabido que as mulheres estão a tomar conta do mundo. Com quotas ou sem elas o facto é que lentamente, ou não, as mulheres não tarda dominam o mundo. Já dominam a vida pois são elas a genese humana.

  Tiago Coen wrote @

Então, na génese, a Eva não foi criada a partir de uma costela de Adão?!

😉
Obrigado pela participação!
Abraço!

  Maria E wrote @

A Eva foi criada a partir da costela do Adão na génese cristã. Todavia, existem outras religiões onde tal não foi assim…

  Luíza wrote @

Redes “sociais” são coisas que as mulheres adoram.
As mulheres são a maioria nas universidades.
As mulheres detêm mais da metade do mercado de trabalho.

Os homens ainda fazem os melhores filmes.
Escrevem os melhores filmes.
Fazem a melhor música.

Nós mulheres nos transformamos, nas melhores formiguinhas do século XXI.
Tanto feminismo para acabar nas redes sociais.
A grande ilusão.
Mães, profissionais, amantes, consumidoras e etc.
Segundo uma pesquisa americana 68% das mulheres se dizem cansadas. Por isso ficam na web. Uma forma de descansar.


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